Petrolão e Bolsa-Família, meios e fins

A análise do modelo de governabilidade nos leva, inevitavelmente, à seguinte conclusão: o Petrolão – e demais esquemas assemelhados – é condição para manutenção do Bolsa-Família – e demais programas sociais.

Se não bastasse o absurdo dessa realidade, a questão vai desandando a tal ponto depois de 12 anos de governo petista, que não se sabe mais qual é o meio e qual é o fim. O Petrolão existe para que o Bolsa-Família seja possível, ou o Bolsa-Família existe para que seja possível manter o Petrolão?

A resposta é: ninguém mais sabe! Se um dia alguém acreditou firmemente que o PT seria a redenção dos miseráveis e pobres brasileiros, hoje é de se perguntar se a redenção dos miseráveis e pobres é apenas desculpa para os ricos concentrarem ainda mais renda no País.

Os números dão a ideia do disparate: R$ 500 bi para ricos, por meio do pagamento dos juros da dívida, investimentos das Estatais e da corrupção; e R$ 50 bi para os pobres. Considerando 5 milhões de ricos e 50 milhões de pobres o per capita é o seguinte: R$ 100 mil para cada rico por ano, R$ 100 para cada pobre por ano.

Com qualquer conta que se fizer a diferença será sempre altíssima. Continuamos concentrando a renda, em detrimento da prestação de bons serviços de saúde, educação, segurança e transporte. Essa é a lógica petista, que se algum dia fez algum sentido, hoje com certeza não faz mais.

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