Força Dilma!

Minha relação com Dilma tem tido altos e baixos. Agora está em alta.

A despeito de pedidos feitos e conselhos dados por pessoas do calibre do ex-presidente Lula e outras autoridades como Gilberto de Carvalho, nossa presidenta está firme no propósito de não contemporizar com a quadrilha que se apropria privadamente dos recursos públicos no Ministério dos Transportes.

Força Dilma, não ceda às pressões para, em nome do mito da Governabilidade, entregar o dinheiro público para a bandidagem. Lula colocou Alfredo Nascimento e seu grupo desde o início de seu mandato à frente do vultoso orçamento do então DNER. A mudança do nome do órgão para DNIT não mudou suas práticas.

A má utilização dos recursos públicos por esse órgão vai desde a incompetência até o desvio de recursos pela via do superfaturamento e outras práticas criminosas – a despeito da ação resistente de verdadeiros heróis que são alguns servidores públicos honrados, naquele órgão, que lutam contra esse permanente estado de coisas.

Dilma está bancando a conta sozinha, bateu a mão na mesa. Precisa de nosso apoio, pois as instâncias políticas mais altas estão recomendando a ela que ceda.

Força Dilma!

Deixando o PV

Na verdade, nem mesmo posso dizer que cheguei a entrar no PV.

No PPS eu participei ativamente da vida partidária, o que foi uma escola muito boa. Vários dos membros do partido, no DF, são pessoas muito preparadas, com vivência política, e gente de bem. Arruda causou uma devastação no partido, com o dinheiro farto vindo da corrupção.

No PV, foi o tempo de me filiar, candidatar-me e sair…

Como o candidato à Câmara Legislativa mais votado do partido (quase fui eleito, pois tivemos 53 mil votos na legenda e precisávamos em torno de 58 mil) seria natural que eu participasse das negociações para participação no Governo Agnello. Mas, seria natural também não participar, visto que havia uma clara diferença entre o grupo histórico, vinculado ao presidente local, Eduardo Brandão, e o grupo que veio com a chegada da Marina.

O PV/DF não existe enquanto organismo e mobilização. Para se ter uma ideia, o presidente não convocou nenhuma reunião da Executiva desde as eleições, nem deu atenção aos pedidos que fizemos para esse encontro. Essa parece ser a realidade em vários outros Estados.

Marina estava disposta a fazer a transição do PV, para um partido que valorizasse e vivenciasse a democracia interna. Mas, não parece não existir nenhum interesse dos verdes históricos (os políticos ligados ao PV) nesse processo.

Assim, Marina e outros líderes resolveram buscar outro caminho, que, a meu ver, deverá resultar na criação de um novo partido, em algum momento, talvez não agora.

Vamos em frente.