Os cortes no orçamento

Os economistas, até onde sei, desconsideram a corrupção como fator de relevância na economia de um País. Um argumento que conheço, nessa direção, informa que como os recursos desviados permanecem no mercado, esse fato não causa alterações significativas.

Há pelo menos três argumentos contrários, que alertam para o fato de que a corrupção é um elemento altamente perturbador nas contas de um País. Vamos lá.

– Grande parte dos recursos desviados saem do País e ficam parados em Paraísos Fiscais, vide contas de Paulo Maluf na Suiça. Só uma dessas contas continha algo como U$ 200 milhões. Nâo é despropositado pensar em 100 contas como essa, ou em 1000. Faça as contas para ver o valor total que saiu daqui.

– Dinheiro desviado equivale a concentração de riqueza, e dinheiro que, usualmente, escapa de tributação.

– Qual o tamanho da corrupção no orçamento federal? R$ 50 bi? R$ 300 bi? Ninguém sabe. Se forem R$ 300 bi, o País não precisaria pegar dinheiro no mercado para pagar juros da dívida. Qual o resultado disso? Os economistas sabem melhor do que eu, mas começaria, logicamente, pela queda na taxa de juros.

A mim parece tão lógica essa abordagem. Mas, com certeza os economistas têm explicações que ninguém entende para demonstrar como é ingênuo meu pensamento…