Melhor do que eu imaginava

Minha impressão inicial é de que Dilma vai bem. Dentro da limitação de informação que enfrento, retirei essa percepção a partir da indicação dos ministros, da ausência da Dilma na mídia e da proposta de contenção dos gastos públicos.

Ela fez algumas indicações muito promissoras, como para o BC e o Itamaraty, manteve Mantega. Espero um pouco para opinar sobre Saúde, porque não tenho nenhuma informação sobre o indicado. Desgostei da manutenção de Haddad, mas achei muito boas as indicações de Mercadante, Bernardo e Pimentel. Preferia que Jorge Hage tivesse dado lugar a outro, mas a CGU tem ido bem, em grande medida.

Dilma fala pouco e trabalha muito. Parece-me o oposto de Lula, que falava muito – não sei dizer se trabalhava muito. 

Quanto à contenção dos gastos públicos, a má notícia é que não se trata de combater a corrupção e o mau uso, e, sim, cortar verba orçamentária. Mantendo o privilégio, como sempre, do pagamento dos juros da dívida. Se levar a sério a questão da contenção, em qualquer hipótese, vislumbra-se uma possibilidade de baixa na taxa de juros. Mas essa batalha só vai ser efetivamente travada quando o combate à corrupção for levado a sério.

A esperança sempre se renova.