A dificuldade de se discutir o que realmente importa

Uma das grandes dificuldades para superação dos graves problemas enfrentados pela Administração Pública, hoje, senão a maior, é a quase impossibilidade de se estabelecer o debate sobre as questões realmente relevantes que muitas vezes não se revelam com clareza à primeira vista.

Exemplo disso, a meu ver, é a reforma da Previdência. Conquanto o tema não esteja dentro de minha área de estudo e conhecimento, vislumbro que a questão principal, e primeira, seria uma definição conceitual, qual seja, a adequação e viabilidade das fontes de financiamento das aposentadorias. Alerto para o fato de que não estou aqui propondo uma reflexão sobre o tema mais amplo da seguridade social, mas, especificamente a respeito de aposentadorias.

Obviamente, a contribuição principal vem do próprio servidor (público o privado). A partir daí já se estabelecem algumas reflexões necessárias: os empregadores devem contribuir com que valor, relativamente à contribuição do servidor? E, por último, seria adequado que outras fontes, tributárias, fossem utilizadas para esse fim?

Penso que a reforma deveria necessariamente partir desse debate.

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