Gratidão para com Marcos Feliciano

Entre diversos feitos relevantes, Marcos Feliciano tem o mérito de trazer, para a agenda política, o dia a dia das igrejas evangélicas. Por conta da causa gay, Feliciano tornou-se alvo preferencial, e estão vasculhando sua vida em busca de algo que possa desacreditá-lo a ponto de fazer com que seu enfraquecimento o deixe sem apoio para continuar a frente da comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Aí reside minha esperança, ou seja, de que essas caixas pretas sejam remexidas e conhecidas. Não me refiro às questões morais individuais de quem quer que seja, que não me despertam qualquer interesse. Refiro-me às práticas religiosas da venda de indulgências que se fazem nas igrejas nos dias de hoje. A venda de diversas bênçãos de prosperidade: plena saúde e pleno emprego.

A lógica dos religiosos dessa linhagem é a seguinte: você me dá o seu dinheiro que Deus abençoa você. É como uma loteria: alguém vai ganhar, com certeza. Deixo de lado o elemento “fé” que faz toda a diferença, mas que não precisa ser analisado aqui. A questão é que uns poucos “sorteados” mantêm a roda da fortuna (dos líderes religiosos) em movimento. Esse jogo precisava ser melhor conhecido e estudado.

O objetivo dos opositores de Marcos Feliciano é apenas tirá-lo da presidência da Comissão. Espero que nesse esforço seja possível desmascarar esses grandes enganos feitos no nome precioso de Jesus Cristo.