12/10!

Dia 7 de setembro de 2011 ficou marcado em minha vida. Algumas vezes eu havia tentado realizar manifestações naquela praça, nos últimos anos. Colocamos no máximo 30 pessoas.

A garotada que organizou a marcha em 7 de setembro colocou 30 mil pessoas ali. Foi um momento maravilhoso de civismo. Amanhã tem mais.

Minha grande esperança é de que possamos enhcer a Esplanada novamente, de forma a mostrar aos nossos representantes que resolvemos ser representados, e não mais saqueados.

A Rita morreu, Ministro Padilha

Rita era empregada da minha sogra. Estava grávida. A gravidez, de 7 meses e meio, vinha transcorrendo bem. No sábado pela manhã não estava se sentido muito bem, mas parecia que eram apenas gases.

Chegando a sua casa, resolveu ir para o hospital. O médico a examinou, disse que o neném estava bem. Deu duas injeções de Buscopan e a mandou para casa. No outro dia pela manhã (domingo, dia 2/10), Rita foi encontrada estirada na calçada a frente de sua casa. Os vizinhos a levaram para o hospital, ainda com vida. A criança tinha morrido, e ela veio a perder a vida logo depois.

Desde janeiro de 2011, Agnelo faz a maior parte das compras para a Saúde por meio de dispensa de licitação. Alega estado de emergência. Contratou as empresas prestadoras de serviços de figuras conhecidas na sociedade e na política brasilienses por dispensa de licitação, alegando emergência. Coisa de dezenas de milhões de reais.

Outro dia, foi à televisão para, de forma patética, dizer que organizar a Saúde vai demorar um pouco mais. Pelo visto, coisa de mais uns três anos, até que venha outro governador que tenha um mínimo de espírito público.

Ministro Padilha, para quê você quer mais R$ 45 bi? Para colocar na Saúde do DF e nas mãos de políticos como Agnello e outros como ele que existem por todo o País? Vai tudo pelo ralo, Ministro, tudo. Assim como a vida de pessoas que, como Rita, têm que recorrer à Saúde Pública.

Ministro Padilha, mais R$ 45 bi?

Ministro Padilha, você parece ter bom senso, de onde tirou essa ideia de pedir mais R$ 45 bi para a Saúde?

 Wildo é um grande amigo meu. Fundou a Associação Missionária Evangélica Vida (AMEV) lá pelos idos de 1983. O propósito era ajudar na recuperação e reinserção social de moradores de rua. Comecei a atuar na entidade em 1985.

Com a finalidade de levantar recursos para a AMEV, Wildo começou a divulgar o trabalho em igrejas. Primeiro na região de Anápolis, onde fica a AMEV, depois nas vizinhanças, outros estados e até em outros países. As pessoas que desejavam colaborar financeiramente preenchiam uma ficha de compromisso.

Depois de alguns anos de trabalho desgastante, Wildo sofria com a falta de recursos e ficava pensando no que estava errando. Pediu orientação a Deus. Uma noite, sonhou que estava carregando um saco sem fundo, tudo o que colocava dentro saia por baixo.

No outro dia pela manhã, foi até o setor da AMEV que cuidava do relacionamento com as contribuintes. Ali descobriu que muitas fichas não eram devidamente cadastradas, alguns contribuintes não recebiam cobranças, enfim, não havia organização adequada e grande parte do esforço feito para levantar fundos se perdia por falta de controle.

Numa escala muito amplificada, Ministro Padilha, o problema do Wildo é o seu. Não adianta por mais R$ 45 bi num saco sem fundo.

Vou lhe dar a receita para consertar a Saúde com R$ 1 bi, não mais do que isso. Reative o Denasus. Ao longo dos próximos anos, equipare os salários dos auditores do Denasus com os da CGU. Componha um contingente de 7 mil auditores. Coloque pelo menos 1 para cada Município brasileiro. Faça fiscalizações constantemente. Crie um mecanismo de intervenção nos Municípios onde forem detectadas irregularidades, sem que seja interrompida a prestação dos serviços.

Se quiser detalhar mais o projeto, é só me convocar e ao pessoal do IFC, nós ajudamos voluntariamente.

Só R$ 1 bi, Ministro, não mais do que isso.